Em 1961, "ventos progressistas"
chegam ao entrudo e, pela primeira vez na sua história de quase 10 anos (até
1952 foi a "pré-história"), a Rainha do Carnaval foi uma mulher
"propriamente dita", isto é, adaptou, também no Carnaval, a
"regra geral", a normalidade, que substituiu o uso de o Rei casar com
uma Rainha-Homem. Ano após ano, a norma ganha terreno e o Carnaval seguem entre
barreiras e vedações, rege-se por regras e convenções. A espontaneidade e o
inventar hoje para usar amanhã vão dando lugar ao planejamento.A estratégia é
necessária uma vez que se investem somas já consideráveis. Pela primeira vez,
em 1963, o "corso" sai nos dois dias grandes do Entrudo: Domingo e
Terça.
Em 1964, cumpre-se um dos desígnios da
"oficialização" do Carnaval de Over ao ser premiado pela Câmara com a
deliberação de considerar a Terça-feira de Carnaval como dia de feriado
municipal.
Fomos à procura do mais marcante da década de
60 e verificamos que o tempo ditou novas formas de desfile, novos hábitos, novo
expectativas.
Da década de 60, podem ser citadas como
autênticos sucessos de Carnaval, as seguintes músicas: “Me dá um dinheiro ai”,
“Índio quer apito”, “Garota de Saint Tropez”, “Pó de mico”, “Cabeleira do
Zezé”, “Bigorrilho”, “Mulata ié, iê, iê”, “Trem das onze”, “Tristeza”, “Máscara
negra”, “Até quarta-feira”, “Voltei” e outras.
Marchinha de Carnaval
Marcha de Carnaval, também conhecida como
"marchinha", é um gênero de música popular que foi predominante no
carnaval dos brasileiros dos anos 20 aos anos 60 do século XX, altura em que
começou a ser substituída pelo samba enredo em razão de que as escolas de samba
não queriam pagar os altos preços cobrados pelos compositores musicais. No
entanto, no Rio de Janeiro, as centenas de blocos carnavalescos que anualmente
desfilam durante o carnaval continuam, a cada ano, lançando novas marchinhas e
revivendo as antigas.

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