Explosão das bandas e
cantores de axé – Ivete, Asa de Águia, Daniela Mercury, dentre outros, não só
na Bahia, mas também no resto do Brasil. Os trios elétricos transformam-se em
verdadeiras usinas musicais, puxados por carretas.O mundo descobre também a
música baiana, através do Olodum, que grava com Michel Jackson e Paul Simon, no
Pelô.
Em 1990, foi criado o
Conselho Municipal do Carnaval, com atribuições deliberativas e fiscalizadoras,
composto por 25 segmentos do trade carnavalesco. É também criada a figura da
coordenação executiva da festa, com um membro da coordenação eleita pelo
Conselho.
A medida ajuda a
Prefeitura de Salvador a profissionalizar ainda mais a festa, passando a
considerar o evento como o mais importante produto turístico da cidade e
importante gerador de emprego, renda e negócios. É iniciada ainda a
estruturação e organização também da comunidade carnavalesca, que passa a ter
representantes formais e bem estruturados: Associação dos Blocos de Trio (ABT),
Associação dos Blocos de Salvador (ABS), Associação Baiana de Trios
Independentes (ABTI), Associação dos Blocos Alternativos (ABA), Associação dos
Blocos da Barra (ABB), Federação dos Blocos Afros, dentre outros.Para compensar
a retirada dos trios elétricos da Lavagem do Bonfim (1998 a 2005), é criado o
“Farol Folia”. Na década de 90, também houve a exportação para outras cidades
do modelo do carnaval de Salvador – os chamados carnavais fora de época
(“micaretas”), a exemplo do Micaronte (Belo Horizonte/MG), Carnalfenas
(Alfenas/MG), Pre-Cajú (Aracaju/SE), Carnatal (Natal/RN) etc.
Ainda nos anos 90, é
criado o circuito alternativo da Barra/Ondina, além do tradicional do Campo
Grande. Sendo assim, é feita a denominação dos três circuitos carnavalescos:
Circuito Osmar (Campo Grande/Avenida Sete de Setembro), o mais tradicional,
Circuito Dodô (Barra/Ondina) e o Circuito Batatinha (Centro Histórico).






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